Essas intimidações levaram ao cancelamento de dezenas de escoltas programadas pela PolÃcia Militar na noite de domingo (27) para a capital paulista, destinadas a proteger o fornecimento de combustÃvel para o público em geral, e não apenas para o atendimento de serviços emergenciais.
A medida indicava a possibilidade da retomada da rotina de famÃlias paulistanas, afetadas com o desabastecimento principalmente de combustÃvel para veÃculos particulares.
Essa operação tinha sido organizada pela cúpula da PM com associações de distribuidores, mas acabou naufragando após a recusa de donos de postos e também de motoristas de caminhões-tanque, igualmente ameaçados.
A PM tinha anunciado ao menos 20 escoltas para a capital das 20h à 0h de domingo, mas minutos depois a operação foi suspensa porque, segundo a corporação, os donos de postos sustaram os pedidos de entrega de combustÃvel com medo de represálias.
Um exemplo do grau de intimidação sofrida pelos funcionários de postos ocorreu na noite de domingo (27) em estabelecimento nos Jardins.
O caminhão com cerca de 30 mil litros de combustÃvel chegou ao local por volta das 18h, escoltado por veÃculos da PM e por dois supostos sindicalistas em uma motocicleta.
