O presidente Donald Trump, disse na semana passada que aprovará uma reforma migratória através de uma ordem executiva (decreto) e baseada no “mérito”, que também oferecerá um caminho de cidadania para os estudantes conhecidos como “sonhadores”.
Trump, que visitou Miami e se reuniu com as comunidades cubana e venezuelana da região, fez a declaração em entrevista à rede de televisão americana em idioma espanhol “Telemundo”.
O presidente não deu detalhes sobre a iniciativa ou os desafios que teria que encarar sobre o tema no Congresso.
A última vez que uma reforma da imigração esteve perto de se tornar uma realidade no Congresso dos EUA foi em 2013, no governo Barack Obama.
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Naquela ocasião, um projeto de lei bipartidário foi aprovado pelo Senado e acabou paralisado na Câmara dos Representantes, então com maioria republicana, por causa da relutância do então presidente da Casa, John Boehner, em colocá-lo em pauta de votação.
A declaração foi dada por Trump três semanas após a derrota que sofreu na Suprema Corte dos EUA que o impediu de eliminar o Programa de Ação Diferida para Chegadas na Infância (DACA), que protege os jovens conhecidos como “sonhadores” – que chegaram ao país menores de idade e não possuem cidadania americana – da deportação.
A decisão significa que o governo deve permitir a renovação das autorizações para cerca de 650 mil imigrantes cobertos pelo Daca, criado por meio de uma ordem executiva em 2012 por Obama.
“Estou assumindo o controle do DACA”, disse Trump à “Telemundo”.
“O DACA vai ficar bem, nas próximas semanas vou assinar uma grande ordem executiva sobre imigração e vou incluir o DACA. A Suprema Corte me deu poderes para fazer isso, vai fazer parte de uma grande lei sobre mérito e vai incluir o DACA, e as pessoas vão ficar muito felizes”, disse o presidente.
Fonte: Brazilian Press