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Agência de notícias G1

Ministério Público pede afastamento do prefeito de Patrocínio Deiró Moreira

Chefe do Executivo é denunciado por solicitar vantagem indevida à Vale Fertilizantes e cassar certidão por não ser atendido. Prefeito diz ser vítima de perseguição. Prefeito Deiró Marra é alvo de nova denúncia no TJMG
Prefeitura de Patrocínio/Divulgação
O prefeito de Patrocínio, no Alto Paranaíba, foi alvo de uma investigação do Ministério Público Estadual (MPE) que apontou suposta solicitação de vantagem indevida por parte do político à empresa Vale Fertilizantes que opera na cidade. Deiró Moreira Marra já foi denunciado por outros crimes e, por isso, o órgão pediu que a Justiça determine o afastamento cautelar das funções no Executivo.
A denúncia foi oferecida ao Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), por meio da Procuradoria de Justiça Especializada em Crimes de Prefeitos Municipais, em Belo Horizonte.
Conforme a denúncia, o prefeito teria pedido à Vale que contratasse a empresa de familiares, em que ele seria “sócio oculto”, para fazer o transporte de funcionários da mineradora. A empresa então se recusou e o prefeito teria revogado a certidão de conformidade para suspender as atividades da mineradora por causa disso.
Em nota, o prefeito informou que os fatos narrados ao MPE foram feitos de forma maldosa pela empresa e que não há fundamento jurídico no pedido de seu afastamento. Ele ainda afirmou ser vítima de perseguição uma vez que luta em defesa das riquezas minerais da cidade.
“É importante ressaltar que o prefeito Deiró Moreira Marra recebeu com serenidade essa notícia e aguarda o curso normal do processo no Judiciário para apresentar sua defesa no momento oportuno”, diz parte da nota enviada pela Prefeitura.
O G1 também procurou a mineradora para se manifestar sobre a denúncia e aguarda retorno da assessoria de comunicação.
Investigação
Depois que a empresa entrou com uma representação junto à Procuradoria Especializada, foi apurado que em setembro do ano passado Deiró promulgou um novo decreto em que tornava sem efeito a Certidão de Conformidade da mineradora sem qualquer motivação ou fundamentação legal. As atividades da Vale Fertilizantes no município ficariam suspensas a partir de então.
Mas o prefeito voltou atrás e revogou o decreto em janeiro deste ano. Segundo o Ministério Público, isso só ocorreu porque o chefe do Executivo teve conhecimento da investigação em curso.
O MPE pede à Justiça que o denunciado seja condenado pelos crimes previstos nos artigos 317 e 319 do Código Penal, por solicitar vantagem indevida e praticar ato de ofício para satisfazer interesse pessoal.
Outras denúncias
O Ministério Público instaurou outros dois procedimentos investigatórios criminais envolvendo o prefeito, sendo um referente à contratação de um escritório de advocacia envolvido com a prática de crimes de desvio de dinheiro público e outro pelo uso indevido de bens e serviços públicos. As investigações estão em andamento.
Deiró também é réu de outros processos que já tramitam no Tribunal de Justiça. Em um deles, o prefeito foi denunciado pelos crimes de peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso por desvio de cerca de R$ 208 mil da remuneração de uma assessora parlamentar, enquanto ainda era deputado estadual.
Em virtude das denúncias existentes, a Procuradoria Especializada pediu o afastamento do prefeito do cargo sob a justificativa de que a permanência no cargo pode influenciar testemunhas a serem eventualmente arroladas nos autos, além da necessidade de resguardar o patrimônio público e de se preservar a moralidade pública.

Grupos armados da Faixa de Gaza anunciam acordo de cessar-fogo, mas Israel nega

Israel lançou dezenas de ataques contra o Hamas na última noite em represália a foguetes disparados de Gaza. Escalada desta terça foi confronto mais grave desde a guerra de 2014. Chamas de foguetes disparados por militantes palestinos são vistas sobre a Faixa de Gaza na madrugada desta quarta-feira (30)
Adel Hana/AP Photo
A Jihad Islâmica e o Hamas anunciaram um cessar-fogo entre os movimentos palestinos e Israel, supervisionado pelo Egito. Israel negou a existência de tal acordo, no entanto disse que não atacaria mais a Faixa de Gaza se foguetes não fossem lançados em direção ao seu território.
A Faixa de Gaza, cercada por Israel, Egito e o Mediterrâneo, e as zonas fronteiriças israelenses registraram nesta terça-feira o confronto mais grave entre as forças do Estado hebreu e os grupos armados palestinos desde a guerra de 2014.
Israel atacou com sua aviação e sua artilharia 25 novas posições militares do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, e da Jihad Islâmica na última noite, em represália ao disparo de uma série de morteiros lançados na véspera. Os alvos foram infraestruturas militares vinculados ao Hamas, incluindo fábricas de foguetes e refúgios de drones.
Fumaças são vistas na Faixa de Gaza após ataques israelenses na madrugada desta quarta-feira (30)
Adel Hana/AP Photo
Os bombardeios israelenses paralisaram a Faixa de Gaza, ao menos provisoriamente, de acordo com a agência France Presse. O exército não fez nenhuma advertência de projétil lançado a partir de Gaza nas últimas horas.
Israel já protagonizou três guerras na Faixa de Gaza com o Hamas, a Jihad Islâmica e outros grupos armados palestinos.
Escalada
Os braços armados do Hamas e da Jihad Islâmica reivindicaram o lançamento de dezenas de projéteis contra Israel na terça-feira, em reposta, segundo os movimentos palestinos, a ataques do exército israelense contra suas posições.
Um dos ataques matou três integrantes da Jihad Islâmica no domingo.
De acordo com o exército, mais de 70 foguetes e obuses de morteiro foram lançados da Faixa de Gaza contra Israel, mas vários foram detidos pelos sistemas de defesa aérea. Três soldados israelenses ficaram levemente feridos e não houve vítimas palestinas.
A escalada de terça-feira, após semanas de violência na fronteira entre Israel e Gaza, ressuscitou o fantasma de um novo conflito no território, cenário de três guerras desde 2008.
O governo dos Estados Unidos, aliado de Israel, denunciou os disparos palestinos “contra instalações civis” e pediu uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU nesta quarta-feira.
Cessar-fogo ou não
O acordo de cessar-fogo foi anunciado na terça à noite pela Jihad Islâmica. “Um acordo de cessar-fogo foi fechado com Israel para um retorno à calma”, disse em um comunicado Dawud Shihab, porta-voz do movimento islamita palestino.
Khalil al-Hayya, auxiliar do líder do Hamas na Faixa de Gaza, confirmou nesta quarta que uma trégua foi alcançada “graças a um determinado número de mediadores”. O Egito, que já foi a potência dominante em Gaza, é um dos dois únicos países árabes a manter relações com Israel, teria mediado o acordo.
Mas Yisrael Katz, ministro israelense da Inteligência, negou o acordo. “Israel não deseja que a situação se deteriore, mas quem desencadeou a violência deve encerrá-la. Israel fará pagar (o Hamas) pelos disparos contra Israel”, afirmou.
No entanto, uma fonte da Defesa de Israel disse à imprensa local que chegou-se a um entendimento de que Israel não conduziria mais ataques contra Gaza desde que foguetes parassem de ser disparados contra o seu território. Mas se os lançamentos forem retomados haveria mais represálias.
Israel e Hamas, com seus aliados, observam desde 2014 um cessar-fogo que é desafiado regularmente.
Nem Israel nem um enfraquecido e isolado Hamas teriam interesse em uma escalada. Mas diplomatas e analistas afirmam que o isolamento de Gaza pelo bloqueio israelense e egípcio, a crise econômica e a ausência de um horizonte político desestabilizam a situação.

Chegada de combustíveis: motoristas enfrentam filas em postos em Uberaba

Cerca de 20 postos receberam combustíveis na noite desta terça-feira (29). Fila de carros para abastecer em posto na Avenida Leopoldino de Oliveira
Erika Machado/G1
Devido à chegada de combustíveis em alguns postos de Uberaba na noite desta terça-feira (29), vários motoristas estão enfrentando filas para abastecer.
Ao todo, 27 caminhões-tanque, todos escoltados pela Polícia Militar (PM), levaram combustíveis para quase 20 postos da cidade. Na maioiria dos estabelecimentos, as filas se formaram por volta das 19h.
Além da PM, a Guarda Municipal deu apoio no controle do trânsito nos locais.
Recomendações
Devido à falta dos combustíveis provocada pela paralisação dos caminhoneiros, a Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) fez novas recomendações que deverão ser seguidas pelos postos de combustíveis até a normalização dos serviços.
Entre elas, foram estabelecidas quantidades limitadas de litros de combustíveis para cada veículo até que a situação seja normalizada.
Gasolina e etanol: 30 litros
Diesel: 60 litros
A venda por meio de galões é de responsabilidade de cada estabelecimento e, uma vez adotada, deverá respeitar também as quantidades definidas na alínea “D” e só será realizada em recipientes certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), conforme já estipulado em portaria específica da Agência Nacional do Petróleo (ANP).
Diante de qualquer irregularidade, o consumidor pode acionar o Procon pelo telefone ou pelo Whatsapp (34) 9 9869-9000.
Fila no posto entre a Avenida Alexandre Barbosa com a Rua Antônio Borges
Glauco Carniel/G1