Como estão os protocolos sanitários nos aeroportos do Brasil?

O totem de álcool em gel, o medidor de temperatura à distância, os adesivos que demarcam o distanciamento social e as placas sinalizando a obrigatoriedade do uso de máscara se tornaram objetos tão comuns neste último um ano e meio que, agora, a sua ausência em um estabelecimento é imediatamente sentida.

Com a retomada das viagens nacionais e internacionais, quem ficou desde o início da pandemia sem viajar de avião também pode ter sentido um certo estranhamento ao pisar novamente em um aeroporto. Por esse motivo, perguntamos para os nossos seguidores no Instagram como havia sido a sua última experiência em um aeroporto brasileiro no que diz respeito aos protocolos de segurança sanitária.

Como não poderia ser diferente, as respostas dos leitores demonstram que as medidas adotadas pelas autoridades aeroportuárias variam de acordo com a cidade, estado ou região do país. Ainda assim, foi possível constatar um incômodo geral com a falta de distanciamento social nas filas, nos portões de embarque, nos ônibus que circulam dentro dos aeroportos e dentro das próprias aeronaves.

“Na área do raio-X do Aeroporto de Porto Alegre, achei um absurdo a aglomeração promovida justamente pelos agentes de segurança, que ficam pedindo para os passageiros grudarem uns nos outros. Eu me neguei: disse que manteria distância do passageiro à minha frente. Nisso o agente mandou, aos gritos, duas pessoas entrarem entre ele e eu. Chamei o supervisor, disse que estavam infringindo a lei e ele me respondeu que tinha que ser assim porque precisavam cumprir uma cota x de passageiros por hora. Um absurdo sem tamanho. Denunciei à polícia” – @luxnunes

“Viajei em dezembro e passei pelos aeroportos de Guarulhos, Recife e Congonhas. O único ponto de aglomeração foi na fila do check-in. Percebi que a maioria das pessoas não faz o check-in online, causando filas. Nas salas de embarque, não havia muitas cadeiras bloqueadas para garantir o distanciamento social – o que eu entendo, porque pessoas mais velhas e crianças, por exemplo, não podem ficar muito tempo de pé. No voo, por fim, todos estavam de máscara e respeitaram o desembarque por fileira. Meu sonho é que esse hábito permaneça” – @tatimichail

“Muito difícil implantar procedimentos de segurança se os maiores interessados os desrespeitam. Os aeroportos e as companhias seguem os protocolos, mas passageiros não respeitam o distanciamento, ficam grudados quando tentam organizar as filas de embarque, sentam em assentos que estão proibidos….” – @denizetta

“Ano passado fui para Maceió e esse ano, para Fortaleza. Em nenhum aeroporto mediram a temperatura, mas havia álcool gel e todos os passageiros utilizavam máscara. Na minha opinião, está tranquilo viajar” – @marciogomes62

“Embarquei em Guarulhos e estava tudo uma bagunça. O aeroporto estava lotado e não tinha ninguém controlando nada, muito menos o distanciamento nas filas. No aeroporto de Florianópolis, por outro lado, estava tudo muito organizado” – @carol_bonfadalagnol

“Fui para Fernando de Noronha e até pensei que não houvesse mais pandemia. Me decepcionei. Penso que de nada adianta RT-PCR para entrar em Noronha se o trajeto até lá está super propício ao contágio” – @riziaraujo

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Muitos leitores relataram que não tiveram a sua temperatura corporal medida no aeroporto. No entanto, em alguns casos essa impressão pode ter sido causada pelo uso de câmeras térmicas, que medem a temperatura de todas as pessoas que passam diante dela à distância e sinalizam caso alguém esteja com febre. A tecnologia evita as filas que se formariam caso os funcionários do aeroporto tivessem que fazer a medição passageiro por passageiro.

“Estive nos aeroportos de Campinas, Santos Dumont e Salvador. Em nenhum mediram a temperatura. Recebemos álcool gel somente dentro do avião”- @patiwegner

“Viajei para a Bahia e para o Paraná, desde São Paulo. Em nenhum aeroporto que fui mediram minha temperatura. Havia distanciamento na fila, mas depois nos enfiaram em um ônibus lotado a caminho do portão de desembarque” – @suellen_st

“O Aeroporto de Brasília e Santos Dumont estavam lotados. Não há medição de temperatura nem distanciamento nas filas. Também não me lembro de ter visto álcool em gel. Isso sem falar nos aviões completamente cheios e das pessoas que insistem em não usar a máscara corretamente.” – @renatacrippa

“Em Porto Alegre há um sensor térmico que mostra a temperatura corporal em uma tela” – @mariamonica.pereira

A obrigatoriedade do uso de máscara, por outro lado, parece estar sendo respeitada na maioria dos casos, apesar de alguns seguidores terem reclamado do uso indevido do acessório por parte dos próprios passageiros.

“Viajei do Santos Dumont para Congonhas e fiquei vigiando todos na fila de embarque da Gol. Chamei atenção da funcionária a cada esperto que tentava entrar no avião com a máscara fora do lugar e tive até que dar uma máscara descartável para uma passageira cuja máscara caía sem parar! Fiquei chocada com a quantidade de passageiros com máscaras da pior qualidade. Ao meu ver, as companhias aéreas deveriam obrigar todos a viajarem com PFF2. Quem tem dinheiro pra comprar uma passagem, pode comprar uma máscara que custa R$ 6,90” – @dclannes

“No aeroporto do Galeão e no de Porto Alegre os funcionários cobravam o uso correto da máscara, mas o maior problema são as pessoas sem noção dentro do voo. Vi várias pessoas com a máscara pendurada da boca para baixo, como se o nariz não fizesse parte do rosto. A comissária teve que chamar a atenção cinco vezes de um mesmo passageiro” – @danimanzino

“Não adianta o aeroporto seguir as normas se dentro do avião todo mundo está junto e sem usar máscara com boa proteção. As empresas deviam entregar ao menos uma máscara cirúrgica para cada passageiro” – @tatiana.bulhoes

“O Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, está com uma organização regular, mas vi alguns funcionários do próprio aeroporto com a máscara embaixo do nariz” – @krolreis6779

“Em um voo da Latam, vi algumas pessoas tirarem a máscara dentro do avião para beber água ou mandar áudios no celular. Acho que os comissários de bordo deveriam circular para fiscalizar o uso de máscara e chamar a atenção de quem não estiver usando” – @mariana_carnauba1

“Saindo de São Paulo, fui para o Mato Grosso do Sul, Paraná, Maranhão e Colômbia. A temperatura não foi medida, o distanciamento na fila não foi respeitado e não havia álcool em gel à vista, mas nos aviões todos estavam usando máscara. Quando alguém tirava, os comissários chamavam a atenção” – @thaisa_rodolpho

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    Fonte: Viagem e Turismo

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