Suprema Corte da Flórida decide contra as famílias das vítimas do tiroteio em Parkland

Cruzes foram colocadas após o tiroteio em homenagem às vítimas. Foto: Gerald Herbert/AP.

O Conselho Escolar do Condado de Broward não será forçado a pagar mais de US $ 300.000 – o limite, segundo a lei estadual – às famílias e vítimas do tiroteio na Marjory Stoneman Douglas High School, decidiu a Suprema Corte da Flórida na quinta-feira, 24.

A decisão da Suprema Corte veio depois de o órgão maior de justiça do estado ponderar se as agências governamentais deveriam reconhecer um tiroteio em massa como um incidente único ou vários separados. 

Os advogados das famílias e vítimas de Stoneman Douglas alegaram que os tiros disparados no tiroteio em massa em Parkland resultou em diversos e diferentes danos separados: o atirador da escola de Parkland matou 17 pessoas e feriu outras 17 em 14 de fevereiro de 2018.

Por causa do tiroteio, muitas pessoas na escola ficaram assustadas ao ouvir os tiros e fugiram para salvar suas vidas, sem saber ao certo se estavam correndo para ou saindo do perigo – o que, nos que sobreviveram, gerou um trauma muito grande. 

Os advogados das famílias argumentaram que cada reclamante que apresentasse uma ação contra o conselho escolar deveria receber até $ 200.000.Mas a Suprema Corte ficou do lado do Conselho Escolar de Broward, determinando que o tiroteio foi um único incidente e que sua responsabilidade total deveria ser limitada a US $ 300.000 para ser dividida entre todas as vítimas.

A decisão foi outro golpe para as famílias, que sentiram que seus esforços para buscar justiça enfrentam um bloqueio após o outro. O julgamento do atirador já foi remarcado várias vezes, por último agora devido à pandemia da COVID-19. As investigações do distrito escolar resultaram em ninguém enfrentando consequências graves.

“Estou desanimada mais uma vez ao ver que os melhores interesses e corações daqueles que perderam entes queridos ou foram feridos não estão protegidos”, disse Lori Alhadeff, cuja filha Alyssa foi morta. “Um ganho financeiro nunca será suficiente para lesões e sofrimento, mas o fato de a Suprema Corte ter decidido contra nós me deixa triste e desapontada.”

Em um comunicado, Runcie disse: “A decisão da Suprema Corte da Flórida de hoje confirma as interpretações do tribunal anterior sobre o Estatuto da Imunidade Soberana, que estabelece que um incidente com disparos múltiplos é um único incidente segundo o estatuto. É importante lembrar que esta decisão não desvaloriza de forma alguma a vida dos feridos ou mortos na escola Marjory Stoneman Douglas High School ou os danos sofridos por suas famílias. ”  Com informações do Sun Sentinel. 

Brasileiros na escola

“O encanto acabou”, disse a paulistana Daniela Lemos, mãe de Vitor de Castro, 19 anos, e Manuela, de 14. Vitor se formou em junho de 2018, meses depois do ataque. Manuela entrou na High School em 2019. Por isso, Daniela consegue comparar a escola antes e depois do massacre. Para ela tudo mudou. O que antes era uma escola cheia de glamour, hoje tem outro clima. Os alunos vivem com medo e um excesso de treinamento, o que os estressa. Leia mais sobre o tiroteio e relatos de alunos brasileiros em

“O encanto acabou” – famílias brasileiras contam como o tiroteio em Parkland afetou suas vidas

 

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Fonte: Gazeta News